Editorial

 

A pandemia do novo Coronavírus desencadeou em todos os lugares do mundo uma estratégia feroz de combate epidemiológico que viria a modificar radicalmente a vida de todos. Isolamento social, higienização das mãos, alimentos, roupas e compras de supermercado ou farmácia são medidas que dolorosamente incorporaram-se à rotina. Hábitos distraídos como levar as mãos aos olhos, nariz e boca passaram a ser severamente proibidos. Nada disso se fez, portanto, sem um grande mal-estar. Passamos a nos assemelhar a indivíduos com sintomas obsessivos, o que não impediu que novas satisfações se revelassem e pequenas invenções restabelecessem a rede de relações sociais e de trabalho em novas bases. A vida é criativa e sempre triunfa sobre a destruição. Encontra sempre um jeito de recomeçar com novos custos. Saiba mais ->

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Atualidades

Esta é uma situação única e inédita para nossa geração, e algumas anteriores: o enfrentamento a uma pandemia mundial. As fases do enfrentamento foram evoluindo com o tempo – da descrença na gravidade da doença às incertezas sobre sua evolução, para o pânico generalizado pelo estado de calamidade pública e mortes em ascensão, passando por entraves políticos e filosóficos, que misturados à ciência, tentavam dar conta de tratar uma nova doença, nem tão desconhecida assim (Hawryluck et al., 2005).
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Resenha

Diante do acontecimento atual da pandemia, a dimensão do corpo parece emergir primeiro em sua vulnerabilidade a um vírus que não pertence a nenhum viés ideológico, crença ou cultura, evocando nosso estado originário de profundo despreparo para aquilo que pode irromper na realidade sem pedir licença. Mas o protagonismo do corpo do sujeito também comparece no nível das ações de precaução para a diminuição do contágio, mobilizando as angústias de cada um na preservação de si e dos outros.

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